As relações de consumo

25 maio As relações de consumo

Embora o consumo seja particular, porque traduz a escolha pessoal de cada um, é também universal por ser um comportamento coletivo. Conhecer e reconhecer a complexidade das diferentes nuances do consumo poderá representar a conquista do consumo saudável, consciente e sustentável. Podemos estabelecer diferentes abordagens do consumo, a partir dos pontos de vista psicológico, antropológico, social, econômico, ecológico, jurídico, espiritual, etc.

Apesar de o Brasil, a China, a Índia ou outros mercados em expansão, oportunizarem um maior acesso à população de bens e serviços, ainda existem milhares de famintos, analfabetos e desabrigados, especialmente, no Brasil que é dividido entre arcaico e moderno. Vemos, então, o aumento do consumo atingir apenas parte da população.

Mas, se os benefícios são usufruídos por alguns, o apelo ao consumo, esse sim, atinge a grande maioria e oportuniza que haja o nascimento de uma legião de endividados engordando as estatísticas.

          Ninguém ignora o fato de que suprir as necessidades e, além disso, ter a oportunidade de usufruir de algum conforto, alimenta a dignidade de qualquer um e fortalece o sentimento de cidadania.

É muito difícil existir um “verdadeiro cidadão” que esteja à margem, excluído socialmente. Pode-se, então dizer, que em alguma medida o consumo cria cidadãos. O reverso também é aceito, mas essa é outra história.

Para que o prazo e a facilidade na oferta não tenham como conseqüência direta a inadimplência e para que as classes que conquistaram o consumo não retrocedam, o acesso à informação é essencial. O conhecimento daquilo que atrapalha na hora do consumo, torna-se um dos elementos fundamentais que alicerçam e perpetuam uma economia e um consumo saudável e sustentável, não apenas num instante, mas no médio e no longo prazo.

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