GESTÃO FINANCEIRA PESSOAL x PRODUTIVIDADE

17 jul GESTÃO FINANCEIRA PESSOAL x PRODUTIVIDADE

Educação Financeira in company, um diferencial competitivo

Gastos maiores que ganhos são comprovadamente fatores que interferem na produtividade e na qualidade de vida das pessoas. Cada vez mais, as organizações se deparam com as consequências do endividamento pessoal. Problemas de relacionamento profissional, absenteísmo, acidentes de trabalho, solicitações de adiantamento salarial, empréstimos consignados, pedidos de demissão, furtos, adoecimento físico, e por vezes, psíquico são alguns dos efeitos da má gestão financeira pessoal.

Estudos realizados, por exemplo, pela Virginia Tech University dos EUA mostram que funcionários com problemas financeiros apresentam os maiores índices de atrasos e faltas, além de utilizarem tempo e recursos das empresas para sanarem os problemas de endividamento pessoal. Outras pesquisas indicam que 70% da população vive esperando o próximo pagamento, sendo a primeira causa de stress no trabalho. A Reuters demonstra que cada funcionário com dificuldade financeira custa cerca de USD 7000 anuais às empresas, por não dedicarem tempo e atenção suficientes ao trabalho. A FGV através de pesquisas chegou a conclusões semelhantes, ou seja, 67% dos funcionários apresentam um nível de estresse financeiro acima do adequado.

Portanto, negar a interferência da má gestão financeira pessoal diante da produtividade equivale a abrir mão de solucionar um sério problema. Empresas que implementam programas ou ações de educação financeira comprovam que os colaboradores podem mudar hábitos, rompendo com uma cultura de endividamento e absorvendo uma cultura de investimento. Palestras, cursos, capacitação de gestores, pesquisas, oficinas, jogos, livros são algumas das ferramentas desenvolvidas pela MODDO. Com experiência comprovada desde 2006, funcionários que participam dos treinamentos diminuem em até 60% o grau de endividamento, além de 20% passarem a investir.

Mais que um novo benefício, a capacitação da gestão financeira pessoal é uma forma de neutralizar as interferências negativas e garantir a produtividade em nível adequado. Empresários e executivos com visão estratégica, diante dos dados alarmantes que o Brasil apresenta (inadimplência acima de 30% e grau de endividamento pessoal acima de 60%), sabem que a educação financeira não é um modismo ou uma ação politicamente correta, e sim um diferencial competitivo.

Mas, se é possível comprovar a eficácia de ações voltadas à educação financeira, é fundamental reconhecer a importância das motivações – consciente e inconsciente – diante das escolhas. Quem não sabe que não pode gastar além daquilo que recebe? Por que a maioria não respeita isso? Por que as pessoas se colocam em situação de risco financeiro? O aspecto psicológico – emocional – diante das escolhas financeiras é estrutural para que qualquer ação tenha êxito. Aliar economia, marketing, sociologia, antropologia e psicologia é a garantia de analisar o problema da má gestão financeira pessoal em sua amplitude e, consequentemente, oferecer soluções eficazes.

Márcia Tolotti

 

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