Rastreamento Cerebral?

10 nov Rastreamento Cerebral?

“Rastreamente cerebral” ou neuromarketing? Para responder esta questão vamos pensar um pouco. O neuromarketing é um instrumento utilizado para decodificar o que os consumidores pensam.

Sejamos um pouco mais específicos, uma das maiores autoridades em marcas do mundo, Martin Lindstrom, escreveu a Lógica do Consumo demonstrando o poder do neuromarketing. A maior pesquisa já realizada até o momento visou mapear as reações dos consumidores através de avançados equipamentos, tais como o IRMF (imagem por ressonância magnética funcional) e o TEE (topografia de estado estável – que rastreia as ondas cerebrais rápidas em tempo real).

Os aparelhos demonstram para os neurocientistas quais áreas estão sendo usadas quando uma pessoa está diante de uma marca, de um objeto ou de um comercial. As descobertas são interessantíssimas, como por exemplo, a área no cérebro chamada nucleus accumbens, que acende quando o corpo deseja algo (drogas, álcool, tabaco, sexo ou apostas) e que depois de ativada exige doses cada vez maiores para se satisfazer; é também conhecida como “ponto de desejo”.

A grande questão que fica é o que será feito com os resultados destas pesquisas? As grandes empresas, patrocinadoras da pesquisa engavetarão os resultados ou irão procurar formas, ainda mais agressivas e indiretas, de fazer com que tenhamos mais “necessidades” e nos sintamos mais incapazes quando não conseguimos comprar o que os anúncios insistem em nos empurrar todos os dias das nossas vidas?

Curiosidade: até os 60 anos de idade cada um de nós terá visto uma média de 2 milhões de comercias, pode?

Márcia Tolotti

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