Dica para o envelhecimento

Dica para o envelhecimento

Caro leitor, hoje serão apresentadas algumas reflexões que podem interessar para quem preocupa-se com o processo de envelhecimento.

Sobre a Aposentadoria:

O Brasil é um país que tem coisas boas, coisas ruins e coisas estranhas. Umas dessas coisas estranhas é a forma de pensar certos assuntos. Isso chama-se mentalidade. A mentalidade reflete um pensamento coletivo, de um povo, ou seja, da maioria daquela população. Qualquer país possui suas crenças, hábitos, mitos e ilusões. No Brasil, a mentalidade sobre o envelhecimento é um tabu, as pessoas fingem que não estão envelhecendo, se iludem que a juventude é eterna e não se preparam para a aposentadoria. Não estão preparadas emocionalmente, muito menos financeiramente. Estudos recentes, mostram que o Brasil está entre os últimos colocados na preparação para aposentadoria. Não será hora de mudar a mentalidade, refletir e agir de acordo com a chegada do tempo para que cada um possa preparar uma aposentadoria tranqüila emocional e financeiramente?

Sobre as Finanças:

Você já foi chamado de pão duro? Você já ouviu falar que as pessoas conforme vão envelhecendo vão gastando menos? Em parte é verdade. É verdade que com o avançar dos anos as pessoas gastam menos, mas não porque são avarentas e sim porque muitas aprenderam a economizar e a selecionar o que realmente é importante. Então, economizar é um sinal de sabedoria. É lógico que economizar não significa se privar de coisas importantes, para saúde e conforto, mas desperdiçar seja dinheiro, seja tempo não são coisas feitas por aqueles que vivem há mais tempo. Mas existe um aspecto nada romântico, na maioria dos casos, as pessoas de mais idade gastam pouco porque possuem pouco. A aposentadoria no Brasil, em geral, é baixa e tem o fato de muitos idosos ajudarem a sustentar filhos e netos. É um quadro que requer mais atenção e mais discussão, por parte de todos. A aposentadoria não começa aos 60 anos, começa muito antes, e depende da forma como cada um está ou não economizando.

Sobre convivência com netos:

Você que é avô ou avó sabe que em muitos momentos é difícil conviver com os netos pequenos. Os interesses são outros, quase incompreensíveis. A velocidade do pensamento das crianças é incrível e não é fácil acompanhar o raciocínio deles.          É um grande desafio encontrar um espaço de convivência que seja agradável tanto para os avós quanto para os netos. Receitas não existem! Quem não iria querer uma receita que dissesse, faça isso ou faça aquilo para conviver e tornar prazerosa sua relação com seu neto? A realidade é que cada convivência é criada e alimentada constantemente. Mas então fazer o quê? Prestar atenção naquilo que eles gostam e procurar participar desse mundo. Uma boa alternativa são os desenhos animados que além de serem interessantes, são traduzidos, tem uma boa estética e muitos retratam situações de vida, que você pode aproveitar para repassar sua sabedoria para seus netos. Trazê-lo para seu mundo, passa por você entrar no mundo dele. Por que não ir ao cinema com seu neto? Aproveitar sua condição de idoso, pagar menos e ainda participar da vida social?

Sobre as Mulheres Maduras:

Muitos trabalhos têm sido realizados para tentar entender o comportamento, os sentimentos, os anseios das mulheres. Hoje, mulheres acima dos 60 anos nasceram por volta da década de 50. A forma como foram criadas é diferente do modo atual. De acordo com o trabalho realizado pela gerontóloga Izabel Ibias, a maioria das mulheres foram criadas para serem “trancadas por dentro”, quer dizer, foram educadas para esperar: esperar um marido, esperar os filhos e principalmente servir. Izabel Ibias sugere que as mulheres idosas merecem usufruir de situações de tranqüilidade e lazer e que podem se dedicar ao desenvolvimento de atividades diferentes da rotina habitual. Muitas alegam falta de tempo e a necessidade de cuidar da casa, assim justificam a impossibilidade de participarem de uma vida social mais ativa. Compromisso todas possuem, mas é muito importante que você perguntar a si mesma se você deseja romper com aquilo que “a tranca por dentro”?

Márcia Tolotti